segunda-feira, 4 de maio de 2020

O que é a Escola?



"Escola é
... o lugar que se faz amigos.
Não se trata só de prédios, salas, quadros,
Programas, horários, conceitos...
Escola é sobretudo, gente.
Gente que trabalha, que estuda
Que alegra, se conhece, se estima.
O Diretor é gente,
O coordenador é gente,
O professor é gente,
O aluno é gente,
Cada funcionário é gente.
E a escola será cada vez melhor
Na medida em que cada um se comporte
Como colega, amigo, irmão.
Nada de “ilha cercada de gente por todos os lados”
Nada de conviver com as pessoas e depois,
Descobrir que não tem amizade a ninguém.
Nada de ser como tijolo que forma a parede, Indiferente, frio, só.
Importante na escola não é só estudar, não é só trabalhar,
É também criar laços de amizade, É criar ambiente de camaradagem,
É conviver, é se “amarrar nela”!
Ora é lógico...
Numa escola assim vai ser fácil! Estudar, trabalhar, crescer,
Fazer amigos, educar-se, ser feliz.
É por aqui que podemos começar a melhorar o mundo."
(Paulo Freire)
Força, pessoal! 💪🤝 Isso tudo vai passar e veremos nossa escola vibrante outra vez!
Enquanto isso...
Quem puder, fique em casa! Aqueles que não puderem, usem máscara e cuidem-se!
A gente se vê em breve! 🙏🙌


Fonte: Arquivo fotográfico Centro de Memória IFF Macaé.


sexta-feira, 24 de abril de 2020

Conheça o canal do youtube Desvendando Macaé

Transmissões diárias falam sobre a história e a memória de Macaé.

Acesse por aqui !





No vídeo os responsáveis pelas lives, Rúben Pereira com Grazielle Heguedusch.

Conhecendo um pouco mais sobre Rubem Almeida, um dos entusiastas pela instalação da Escola Técnica em Macaé - Texto da Revista DVCDiversidades


Créditos:
Alle Tavares e arquivo pessoal

Rubem e família
Junto com a esposa Cirlene e o filho Rúbem, Rubem Almeida se dedica ao blog Macaé em Pauta, ativo há 9 anos.

Filho de Ruben de Almeida Pereira, o também Rubem Gonzaga de Almeida Pereira nasceu em Quissamã, em 1946, quando a localidade ainda pertencia a Macaé. Responsável por uma família de oito filhos, o Ruben pai decidiu se mudar da região de Quissamã para Macaé, em 1953, em busca de melhores oportunidades de estudos para os filhos. Foi a partir da década de 1950 que o Rubem, filho, começou a trilhar sua história com Macaé, como é hoje territorialmente.
Rubem passou boa parte da infância na Praia do Forte, na Praia da Concha e na Rua da Boa Vista (como era chamada a atual Rua Governador Roberto Silveira - que é paralela à Rua Dr. Télio Barreto). “Eu ia muito também na Ilha de Sant’Anna e na Ilha do Francês”, recorda.


Na década de 1980, Rubem Almeida foi presidente da Câmara Municipal de Vereadores
Muitas pessoas da cidade vão lembrar do Rubem Gonzaga de Almeida Pereira vereador e presidente da Câmara Municipal. Essa é uma das marcas da história dele, assim como a sua ligação com a memória da cidade, as gerações de Rubens da família, e seu grande bigode, que permanece com o mesmo corte até hoje.
Já na juventude, Rubem revelou sua veia política. Em 1963, às vésperas do golpe militar de 1964, com 16 anos, participou de uma passeata em Macaé contra o governo de João Goulart e, junto com outros jovens, foi espancado.



Rubem recebeu Francisco Dornelles em 1985, junto com as professoras Dalva Soares e Ana Maria Pinto, Nélio Nocchi e Washington de Castro
Anos mais tarde, Rubem foi eleito vereador em seu primeiro mandato, de 1977 a 1981, e no segundo mandato, de 1982 a 1985, quando foi presidente da Câmara de 1983 a 1984.
Do período no legislativo municipal, ele lembra de algumas importantes conquistas. A campanha pelos royalties é algo de que ele se orgulha de ter feito parte. No início da década de 1980, não existia uma legislação que destinava royalties às regiões onde era feita a extração do petróleo em mar. A Bacia de Campos foi fundada em 1977 e a Petrobras se instalou em Macaé no final da década de 1980.




Rubem acampou na Cinelândia, junto com outros vereadores de Macaé, em 1983, para chamar a atenção do país para a campanha dos royalties
Em 1983, Macaé iniciou uma campanha pelos royalties e chamou a atenção do Brasil inteiro quando um grupo de 15 vereadores da cidade acampou na Cinelândia, no Centro do Rio de Janeiro, por três dias. Os grandes jornais do país noticiaram e o movimento ganhou destaque. Rubem fazia parte da comissão da campanha e esteve lá. “Nós lutamos pelos royalties para 14 municípios da região, mas sem saber, travamos uma luta pelo Brasil todo”, recorda. Anos mais tarde, em 1985, foi modificado o artigo 27 da Lei 2.004 de 1953, que dispõe sobre a Política Nacional do Petróleo. Com a mudança, os royalties passaram a ser destinados também a estados e municípios onde a extração do petróleo se desse via plataforma continental.
Rubem também ajudou a facilitar o acesso ao estudo técnico na cidade, na década de 1980. Macaé não possuía escola técnica e as pessoas da cidade precisavam estudar em Campos dos Goytacazes, local mais próximo onde havia oferta desses cursos. Nessa época, a escola técnica ainda não havia se instalado em Macaé, mas o vereador contribuiu para trazer os cursos técnicos pra cidade.
Outra importante campanha lembrada por Rubem é pela Rodovia Serra Mar (que liga Casemiro de Abreu a Nova Friburgo). Também na década de 1980, a Câmara batalhou pela melhor infraestrutura da estrada que era de chão. “Era uma estrada muito ruim. Com esse movimento pró Serra Mar consegui aprovar a matéria”, pontua Rubem. A estrada foi asfaltada depois do término do mandato dele.


Os Rubens e a memória de Macaé

Parece coincidência que, além das três gerações de homens da família terem o mesmo nome, os Rubens também nutrem o mesmo interesse pelas histórias e memórias de Macaé. Ruben de Almeida Pereira, o pai de Rubem (o político), foi bibliotecário e integrante titular, assim como o filho, na Academia Macaense de Letras, criada em 1963. “Na biblioteca com meu pai, aprendi muita coisa. Depois eu casei, veio meu filho e ele foi prosseguindo com isso”, conta Rubem. Ele se casou com Cirlene Gonçalves Almeida Pereira, mais conhecida como Lelene, em 1976, e o único filho do casal nasceu em 1978. O filho de Rubem é Rúben Gonçalves Pereira, memorialista. “Meu avó publicava artigos sobre o folclore da região, ele era poeta e gostava de tratar da história de Macaé. Ele foi contemporâneo do Tonito Parada e do Godofredo Tinoco”, conta Rúben. Tonito, como era conhecido o professor e jornalista Antônio Alvarez Parada, foi um dos fundadores da Academia Macaense de Letras e Godofredo um grande incentivador.



Muito religioso, Rubem Almeida junto com a esposa e o filho, comemorou o Dia de Nossa Senhora de Fátima, na década de 1980, com padres e, Alcides Ramos e a esposa.
Rúben guarda em casa um rico acervo de documentos que ajudam a contar as histórias de Macaé. São jornais, livros, cadernos da extinta Academia, entre outros documentos. “Eu fui unindo vários documentos que ficavam na casa dos meus avós. Vovô tinha coleções de jornais antigos de Macaé, dos anos de 1869 e 1870”, fala Rúben. Rubem Gonzaga de Almeida Pereira também contribui para a preservação da história da cidade por meio do blog Macaé em Pauta, que existe há 9 anos. No blog, ele conta histórias da cidade e compartilha notícias.




O rico acervo de documentos de Rubem que ajudam a contar as histórias de Macaé. São jornais, livros, cadernos da extinta Academia, entre outros documentos

Depois de ter sofrido um AVC (acidente vascular cerebral), há 30 anos, e ter ficado com a parte esquerda do corpo paralisada, o blog surgiu para Rubem como uma excelente maneira de exercitar sua mente e ainda compartilhar o conhecimento. “Papai trabalha no blog todo dia. Ele é um leitor voraz, acompanha os jornais, ouve rádio e é muito ativo”, comenta Rúben, o filho.

Texto Leila Pinho
Edição nº 50, Julho 2019

Fonte: http://www.divercidades.com/vida/rubem-almeida

domingo, 19 de abril de 2020

terça-feira, 21 de agosto de 2018


Alicerces do que fazemos parte



As bases do que somos e seremos são e serão construídas através de experiências, lugares pelos quais passamos, modo de nos comunicarmos e expressarmos, etc. Estudantes e servidores do Instituto Federal Fluminense têm algo em comum que é concreto: a divisão do mesmo espaço para realizarem suas atividades, sendo estas em conjunto ou não. E esse espaço físico carrega uma história, assim como cada ser humano. Não apenas nasceu do solo como uma plantinha ao acaso, mas o espaço no qual compartilhamos foi conquistado com luta e muitos pedidos de macaenses que tinham em si a certeza de que uma Escola Técnica em Macaé mudaria e evoluiria não apenas a economia do município, mas a vida de milhares futuros estudantes e de toda uma população, pois esses são um dos feitos que uma educação de qualidade realiza na vida de uma pessoa.
É de suma importância não só preservação da memória no nosso Campus, mas também que saibamos um pouco de algo que faz parte da nossa construção: o que somos e ainda havemos de ser.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

ClippIFF - Edição Novembro 2017

          Em nosso cotidiano geralmente não percebemos o papel da memória na formação da nossa vida em sociedade e, como muitas outras coisas, só passamos a valorizá-la quando nos imaginamos sem.
       O ClippIFF é um informativo escolar, produzido pela equipe do Centro de Memória do IFFluminense campus Macaé. Tem como foco a veiculação de matérias relacionadas ao campus e sua comunidade, com o objetivo de preservar a memória e, a partir dela, escrever a nossa história.
        As edições serão publicadas mensalmente  e você pode colaborar enviando sua sugestão de matéria para o e-mail centrodememoriaiffmacae@gmail.com ou inbox na página do Facebook.

ClippIFF Edição Novembro 2017 from Biblioteca IFFluminense campus Macaé

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

ClippIFF - Edição Outubro 2017

          Em nosso cotidiano geralmente não percebemos o papel da memória na formação da nossa vida em sociedade e, como muitas outras coisas, só passamos a valorizá-la quando nos imaginamos sem.
       O ClippIFF é um informativo escolar, produzido pela equipe do Centro de Memória do IFFluminense campus Macaé. Tem como foco a veiculação de matérias relacionadas ao campus e sua comunidade, com o objetivo de preservar a memória e, a partir dela, escrever a nossa história.
        As edições serão publicadas mensalmente  e você pode colaborar enviando sua sugestão de matéria para o e-mail centrodememoriaiffmacae@gmail.com ou inbox na página do Facebook.